Universo Cultural

Filmes, livros, produções e eventos: divulgando e comentando cultura!!

Paulistanos contam suas memórias em livro

Eles são paulistanos que nunca pensaram um dia posar de escritores. Mario Lopomo, de 68 anos, tinha uma oficina de estofar móveis, mas está aposentado; Neuza Guerreiro de Carvalho, de 77, é bióloga; e Doris Day, de 58, professora primária – além de fã da atriz americana de mesmo nome. Os três estão entre os 370 paulistanos que contam suas memórias em 343 páginas de São Paulo Minha Cidade.com, livro que será lançado hoje à noite, num coquetel com a presença do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Organizado pela São Paulo Turismo (SPTuris), o livro nasceu no site da empresa, que há 5 anos abriu um espaço para os paulistanos contarem um pouco de suas experiências na cidade. “O livro começou com uma idéia simples de reunir histórias e acabou surpreendendo pela intensa participação. Por isso, decidi fazer um livro”, diz Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris. Foram deixados no site 6.500 textos, entre comentários e histórias. O livro não será vendido, mas em 15 dias estará disponível para download no site http://www.saopaulominhacidade.com.br.

Tratam-se de relatos curtos, que juntos formam o retrato de uma metrópole mais charmosa, calma e até mesmo poética, muito diferente do que se vê hoje por aí. O publicitário Luiz Saidenberg descreve, por exemplo, um tempo em que as agências de publicidade paulistanas tinham um ambiente tranqüilo e que as pessoas podiam até interromper o expediente para ver a bandinha passar na rua. “Todas as agências eram no centro, próximas à Rua 7 de Abril. A região era bem melhor do que hoje. Depois, elas foram para a Avenida Paulista e, em seguida, para a região do Brooklin. “Há pouco fiz um frila numa grande agência. Hoje todos trabalham silenciosamente numa grande sala . A comunicação é só via e-mail.”

Apesar da faixa etária dos autores variar entre 20 e 80 anos, a maioria está para lá dos 50 anos. E muitos dos relatos têm como cenário o centro da cidade numa época em que a região ainda concentrava as melhores lojas, bons restaurantes e grandes salas de cinemas.

NOSTALGIA

Viúva, a bióloga Elza lembra com nostalgia dos passeios que fazia com seu marido às sextas-feiras à noite, no centro, na década de 1950. Era seu dia de namorar. “Cinema, jantar romântico, olhos nos olhos para repetir o que já estava incorporado às nossas vidas… Arremate da noite com flores da Praça da República em românticos buquês de violetas.”

O mesmo centro também deu espaço para a descrição de personagens que marcaram época. É o caso do guarda Luiz Gonzaga Leite, que fez história entre a Rua Coronel Xavier de Toledo e a Barão de Itapetininga, na frente do Mappin – atual Casas Bahia. Ele era conhecido por não dar multas, mas verdadeiras lições de trânsito e cidadania. Ivan Castelo Branco escreve que, quando os carros avançavam na faixa de segurança, “ele abria as portas dos veículos e solicitava que todos os transeuntes passassem por dentro do carro.”

“Nem tudo mudou no centro” , diz Lopomo, que escreveu 150 textos para o site. “As pessoas continuam com pressa e os ônibus, lotados. Lembro bem do papa-fila (1944), ônibus enorme, com cavalo mecânico. Tinha capacidade para 300 pessoas. O papa-fila saía lotado. O centro nunca foi tranqüilo. Tinha batedores de carteira e suicidas que se jogavam do Viaduto do Chá. Na cidade em geral, no lugar de crimes passionais, hoje, temos crimes horrendos, como o da menina que caiu da janela do sexto andar no domingo.”

TRECHOS DA OBRA POR ESCRITOR

Ivan Castelo Branco
“… o guarda Luizinho se tornou uma das personalidades mais queridas nas décadas de 1970 e 1980 por usar métodos inusitados… Quando isso acontecia (um carro parava em cima da faixa), ele abria as portas dos veículos e solicitava que todos os transeuntes passassem por dentro do carro.”

Paulo Antonio Ferraz Simardi
“Quanta coisa mudou no bairro de Pinheiros, onde nasci. A rua se chamava Borba Gato, hoje se chama Virgílio de Carvalho Pinto. Era de terra e, na década de 1950, acreditem, se tomava leite de cabra na porta de casa; era uma festa quando ouvíamos as sinetas do rebanho e saíamos à rua.”

Doris Day
“Na década de 1970, eu costumava ir ao teatro com meu irmão… Algumas peças ficaram gravadas na minha memória.

A primeira foi Hair. Sonia Braga era ainda uma garota e trabalhou com Aracy Balabanian… Era a primeira vez que via nus no palco.”

(Valéria França)

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080402/not_imp149760,0.php var keywords = “”;

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abril 2, 2008 Posted by | Memorialismo | Deixe um comentário

Teatro Unimep busca parceiros

Espaço completa dez anos em 2008 e quer continuar a oferecer espetáculos de alto nível
O Teatro Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), que completa dez anos de atividades em 2008, já foi palco para alguns dos melhores e maiores espetáculos que Piracicaba já recebeu – como “Inclassificáveis”, de Ney Matogrosso. Este ano, para continuar a oferecer à população montagens de alto nível, que contemplem apresentações de dança, música e teatro, a instituição está em busca de novos parceiros.
“Nos dez anos do teatro queremos que a programação seja intensa e que o espaço seja marcado por excelentes espetáculos”, fala Helen Luce Campos Sanches, coordenadora do Núcleo Universitário de Cultura (NUC), que organiza e idealiza os eventos do Teatro Unimep. “No momento, estamos com uma certa dificuldade de encontrar parceiros para apoiar as produções. Encaminhamos um projeto ao Ministério da Cultura (Minc), que está em fase de aprovação, para que possamos realizar com tranqüilidade duas apresentações ao mês”.
Segundo Helen, o projeto também especifica as estratégias de comunicação e publicidade das empresas parceiras. “As pessoas precisam saber quem nos apóia. Isso é muito importante”, ressalta a coordenadora.

REFERÊNCIA – Com capacidade para 787 pessoas, o Teatro Unimep já é uma referência local. “Quando começamos as nossas apresentações do eixo Rio-São Paulo, em 2005, sentíamos uma certa dificuldade das pessoas em se locomover até o teatro. Hoje, isso é completamente diferente”, fala Helen. “O Teatro Unimep já faz parte dos espaços culturais piracicabanos. Recebemos muitos e-mails e telefonemas de pessoas que solicitam a nossa programação. Isso é muito bom.”
Helen afirma que a programação de 2008 deve trazer ao espaço montagens de referência, que tenham conteúdo e ao mesmo tempo uma leveza. “Queremos diversificar as linguagens. Ainda não conseguimos trazer nenhum espetáculo de dança para cá, pois o custo é muito alto; assim como das orquestras. Espero que este ano isso seja possível”, diz.
O Teatro Unimep tem dois espetáculos agendados para este mês. O primeiro, que acontece neste sábado, é o show de tangos e boleros “Viaje al Sentimiento”, e o segundo é “Fora da Lei”, o mais novo espetáculo do grupo de comédia stand up Terça Insana, que será apresentado em 12 de abril.
Interessados em apoiar os eventos do NUC devem entrar em contato pelo telefone: (19) 3124-1603.

(Fonte: http://www.jornaldepiracicaba.com.br)

abril 2, 2008 Posted by | Teatro UNIMEP, UNIMEP | Deixe um comentário

Adeus, Elias dos piracicabanos

Elias dos Bonecos, um dos mais aclamados artistas populares de Piracicaba, está sendo velado na Câmara de Vereadores e será sepultado hoje, às 16h
Desde ontem, às 16h15, as mãos do artista popular Elias Rocha, 76, conhecido como Elias dos Bonecos, não trabalham mais. Internado na Santa Casa de Misericórdia desde o último dia 28, ele morreu, segundo a família, em decorrência de complicações de um câncer, do qual sofria há vários anos. Seu corpo está sendo velado na Câmara de Vereadores e o sepultamento será hoje, às 16h, no Cemitério da Vila Rezende.
Os bonecos do Elias – assim eram chamadas as suas obras de arte – já foram incorporados à paisagem do rio Piracicaba; seu cuidado com as flores, jardins e árvores revelavam uma quadra da rua XV de Novembro próxima à avenida Beira-Rio, onde morava, como um lugar sagrado. No coração da vizinhança só um sentimento: a perda de um grande amigo.
“Ele até pintava a nossa calçada”, se lembra João Gilberto Figueiredo, 60, que era vizinho de Elias há mais de 22 anos. “Me lembro que conservava as árvores e ficava muito feliz quando chegava o dia da Festa do Divino”, conta. “Eu gostava muito dele. Dei muitas roupas para ele fazer seus bonecos. Ele os espalhava pela rua e eu adorava vê-los”, conta a vizinha Ruth Almeida, 80.
“Elias era uma pessoa muito querida. O conheço desde que nasci. Ele será eterno porque alma de artista não morre. Seus bonecos continuam aí, vivos. É uma grande perda”, afirma Vera Lúcia Jóos, 61. Amigo de Elias desde a infância, Orlando Louvadini, 73, fala do Elias parceiro. “A gente cresceu junto. Estudamos no Senai, onde ele se formou como ajustador mecânico. No final do curso, em 1954, eles davam as peças para os alunos levarem embora, e o Elias disse que tinha um presente para mim. Era uma morsa mecânica, que tenho até hoje”, relembra Louvadini. “Para mim, falar do rio é falar do Elias. São uma coisa só.”RELEVÂNCIA – Sobrinho e afilhado de Elias, Daniel Rocha, 42, conta que o tio era uma pessoa de quem todos gostavam. “Ele falava que a mãe dele era o rio, de onde sempre tirava suas energias, e que os bonecos eram os pescadores de uma Piracicaba antiga, que ele se lembrava muito bem e nunca quis esquecer”, diz Rocha, que contou que antes do tio ser internado na Santa Casa de Misericórdia, ficou três dias no pronto-socorro do Piracicamirim aguardando vaga em hospitais. “É muito triste você ver quem precisa de atendimento largado em uma cama.”
“Tio Elias dava sua vida pelo rio. Deixava a margem do Piracicaba viva, cuidava até da sujeira nas encostas”, completa o sobrinho Samuel Rocha, 46, que até as 18h30 de ontem estava indignado porque a Câmara Municipal não tinha se posicionado para que o velório fosse nas suas dependências. Por coincidência, o vereador José Pedro Leite da Silva (PR) passava pelo local na mesma hora e foi questionado pela reportagem do Jornal de Piracicaba sobre tal silêncio. “Fiquei sabendo da morte agora”, disse Zé Pedro.
Prontamente, o vereador entrou em contato com Evandro Evangelista, chefe do cerimonial da Câmara. “Ele era uma pessoa representativa. Fez muito pela cidade”, disse Zé Pedro à Evangelista várias vezes. Posteriormente, o vereador telefonou para a diretora administrativa da Câmara, Kátia Mesquita, que entrou em contato com o presidente da Câmara, João Manoel dos Santos (PTB), para viabilizar o velório. Vale lembrar que recentemente personalidades como os empresários Dovílio Ometto e Juliana Dedini Ometto, e o presidente da Caterpillar, Natal Garcia, foram velados no local.
“A Câmara é um espaço do povo para o povo”, disse Santos ao JP. “Quem autoriza as pessoas que serão veladas na Câmara é o presidente. Antes da nova resolução que encaminhei ao Plenário, somente vereadores e deputados poderiam fazer uso do espaço, mas isso não é correto. Agora a resolução determina que podem ser velados (ex) vereadores e deputados e personalidades locais. Se alguém gostar ou não, é o presidente quem libera e com Elias não poderia ser diferente. A cidade deve isso a ele. É o mínimo que poderíamos fazer”.OPINIÕES – Para o prefeito Barjas Negri, Elias foi um símbolo da defesa do rio Piracicaba. “A colocação dos bonecos dele ao longo das margens personifica a luta da cidade em defesa do seu rio. Sua morte representa uma perda significativa para o meio ambiente, para a arte, para a sociedade. Seus bonecos estão imortalizados. Vou recomendar à Secretaria de Ação Cultural que os bonecos sejam mantidos em exposições realizadas pela cidade”, disse.
“O Elias era o representante do que há de mais puro e primitivo na arte da cidade, o que tecnicamente chamamos de arte de raiz”, disse Rosângela Camolese, que deixou o cargo de secretária da Ação Cultura anteontem. “Inovador e incentivador, ele deixou sua marca ao longo do rio para que as pessoas admirassem. Inspirou outros artistas a terem cuidado com o meio ambiente. Deixou um legado às futuras gerações do amor às coisas da terra e à sua gente. Vai deixar saudade”.

(Fonte: http://www.jornaldepiracicaba.com.br/)

abril 2, 2008 Posted by | Arte Popular, Elias dos Bonecos | Deixe um comentário

Arte do nordeste brasileiro ganha exposição no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo

Dentro do projeto “Brasil Mostra a sua Arte”, destinado a mostrar obras de regiões fora do eixo Rio-São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes abriu a público nesta terça (1º) a exposição “A Arte que Banha o Nordeste”.

São mais de 170 obras de diversos pintores e escultores nordestinos, entre eles nomes conhecidos Ariano Suassuna, Aldemir Martins e Francisco Brennand.

A maior parte dos quadros (104) são do artista plástico pernambucano José Cláudio da Silva, produzidas a partir de uma viagem que fez à Amazônia em 1975, comissionado pelo Museu de Zoologia de São Paulo.

A mostra fica em cartaz até 4 de maio e tem curadoria de Ana Cristina de Carvalho. No segundo semestre, está programada uma exposição nos mesmos moldes, dedicada às regiões norte e nordeste.


“A ARTE QUE BANHA O NORDESTE”
Onde: Palácio dos Bandeirantes – av. Morumbi, 4.500, portão 2 – São Paulo/SP
Quando: de 01/04 a 04/05; visitas de segunda a sexta-feira das 10h às 17h e sábados, domingos e feriados das 11h às 16h (sempre em horas cheias)
Quanto: entrada franca

 Fonte: http://diversao.uol.com.br/ultnot/2008/04/01/ult4326u793.jhtm

abril 2, 2008 Posted by | Artes Plásticas, Exposições | Deixe um comentário