Universo Cultural

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Projeto “SESI Música – 2008 – Série Música Brasileira” tem show em Piracicaba dia 30/05

Acontece dia 30/05 mais um espetáculo do Projeto “SESI Música – 2008 – Série Música Brasileira”. Esse projeto que acontece em sua primeira edição, pretende apresentar ao público de 12 ciades do Estado de São Paulo toda a pluralidade e riqueza da música do Brasil, numa série que abarca das raízes às tendências contemporâneas do vasto universo musical brasileiro.
Com essa proposta, a Unidade do SESI – Piracicaba (R. Luiz Ralph Benatti, 600 – Fone (19) 3421-2884) traz no próximo dia 30/05 a PERSEPTOM BANDA VOCAL às 20 horas, com entrada gratuita.

Dia 30/05 no SESI-Piracicaba

PERSEPTOM BANDA VOCAL

De excepcional qualidade, dos melhores do mundo segundo a americana CASE – Contemporary A Capella Society of America, o grupo é composto por apenas sete vozes, que, juntas, têm a sonoridade de uma banda inteira. Por meio da voz, com a técnica que do beat box e da percussão vocal, os músicos reproduzem a bateria, o pandeiro e os chocalhos além de todo o preenchimento harmônico.

O vasto repertório vai de Alceu Valença a Chico César, passando por Adoniram Barbosa, Tim Maia, Dorival Caymmi e Djavan, entre outros, além de uma música inédita, de autoria de Anibal Macário
MÚSICOS:

Eloíza Paixão – contralto e aplicação fonética
Estela Paixão – contralto, percussão vocal
Cristiano Alberto – barítono alto, percussão vocal
Aníbal Macário – barítono, estudo harmônico
Valter Macário – baixo e arranjos
Diego de Jesus -percussão vocal e baixo
Du Machado – primeiro tenor

Vale a pena anotar desde já na agenda e aproveitar esse excelente programa!

(Fonte: SESI – Piracicaba )

maio 15, 2008 Posted by | Música, SESI - Piracicaba, Shows | , , | Deixe um comentário

Tarantata (The dance of the Anciet Spider – A dança da velha aranha)

Com certeza esse CD é difícil de encontrar já que não tem edição no Brasil. No entanto, torna-se um daqueles CDs que acabam sendo um verdadeiro achado para um “oriundi” como eu.
Mais do que rememorar esse ritmo do sul da itália, Alessandra Belloni propõe uma recuperação do próprio sentido da tarantella enquanto música.
Segundo Alessandra, no encarte do CD, o nome original dessa dança é “pizzica tarantata”, a picada (pizzica) do amor que toda mulher (uma dança eminientemente feminina) experimenta desde a puberdade, assim como experimenta a repressão social aos desejos eróticos dela decorrentes, fazendo com que elas sejam envolvidos na teia da repressão, ou seja, estejam “tarantata”.
“Na Grécia, sul da Itália, Norte da África e Espanha, a cura da mordida mítica ou da condição mental da mulher só pode ser atingida através da dança e da música. Podemos remeter a origem da “tarantella” aos antigos ritos orgiásticos dos gregos em honra à Dionísio. Esses ritmos eram dirigidos por mulheres que atingiam um estado de euforia, dançando no ritmo dos tamborins. Desde os tempos antigos, esses ritos incluiam uma música ritual e danças de transe que têm sido usados para cura e purificação”.
Esse universo transborda pelas 16 músicas desse CD que é fechado pela interessantíssima faixa “Inno al Brasile” (hino ao Brasil) que faz referências ao candomblé com um sotaque e jeito bem italianos.
Como já disse, talvez seja difícil encontrar esse CD, provavelmente tendo de ser encomendado. No entanto, para quem interessar-se por esse tipo de resgate “antropológico” e tenha uns bons reais para gastar, com certeza vale a pena. Um CD primoroso.

Caso deseje ouvir as faixas do CD, por favor, clique no link abaixo:

http://www.amazon.com/Tarantata-Ancient-Spider-Alessandra-Belloni/dp/B00004C4QM/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=music&qid=1207068789&sr=1-1

abril 1, 2008 Posted by | Alessandra Belloni, Música, música italiana tradicional | Deixe um comentário

Remanescentes do Queen anunciam turnê e novo álbum

SÃO PAULO – Já tem nome, data e local para começar a nova turnê mundial da parceria entre os membros remanescentes do Queen e o vocalista do Bad Company, Paul Rodgers.Segundo comunicado publicado nesta quarta-feira, no site oficial da banda, a turnê “Queen + Paul Rodgers Rock The Cosmos 2008 Concert Tour” começará em 16 de setembro, na Arena Olímpica de Moscou, na Rússia.

Além da turnê, que na sua primeira fase passará por 14 países europeus em quatro meses, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor preparam o primeiro álbum de estúdio do grupo em 13 anos com Rodgers ao microfone.

O último álbum de estúdio do Queen ainda com Freddie Mercury nos vocais foi lançado em novembro de 1995. Made in Heaven foi feito a partir dos últimos registros gravados por Mercury, morto em novembro de 1991, e vendeu mais de 20 milhões de cópias ao redor do mundo.

Turnê latino-americana

Embora a banda ainda não tenha confirmado as datas da turnê na América Latina, o site oficial menciona o retorno como “para breve”.

A expectativa entre os fãs é grande, pois, desde a morte de Freddie Mercury, a banda nunca mais se apresentou na região. Foi na América Latina, mais especificamente no Brasil durante a década de 1980, que o Queen tocou ao vivo diante de suas maiores platéias em toda a sua carreira.

Por conta disso, os fãs já se organizam na internet para uma provável apresentação do grupo no Brasil. Rumores publicados na página da comunidade QueenNet dão conta de que o Queen pode tocar no Rio de Janeiro, em novembro.

De acordo com informações publicadas pela comunidade, este ano o encontro anual de fãs foi transferido de São Paulo para o Rio de Janeiro e deverá ser realizado em 29 de novembro, suposta véspera da apresentação do grupo na cidade.

março 20, 2008 Posted by | Música | , , | Deixe um comentário

A bossa nova comemora 50 anos

A Bossa Nova comemora os seus 50 anos
por Jean-Pierre Langellier

Em 1958, é lançado no Rio um disco que conquista um imenso sucesso. Intitulada “Chega de Saudade”, a música é interpretada por um cantor e violonista baiano, João Gilberto. O disco desorienta ou contraria alguns puristas, mas ele define, sobretudo, um gênero musical inédito, a bossa nova, da qual o Brasil celebra os cinqüenta anos de existência.

Derivada do samba, essa “nova bossa” (gíria para “novo jeito”) estabelece uma ruptura em relação ao gênero que está na sua raiz. As percussões se apagam. O compasso tem o seu ritmo reduzido. A interpretação torna-se intimista. João Gilberto sussurra com uma voz frágil, suave, melancólica, reconhecível entre mil. Ele imprime com o seu violão um ritmo original e sincopado, a “batida”, e não hesita a incluir acordes dissonantes.

Com “Chega de Saudade”, João Gilberto leva ao conhecimento dos brasileiros, e depois do mundo, o trabalho do compositor Tom Jobim (1927-1994), e do poeta e diplomata Vinicius de Moraes (1913-1980). Juntos, eles criarão ao longo de 25 anos, a grande maioria dos clássicos da bossa nova. Entre estes, pode ser mencionada, incluída na trilha sonora do filme “Orfeu Negro“, de Marcel Camus (1959), a célebre “A Felicidade”, ou ainda, em 1962, “A Garota de Ipanema”, que muito em breve se tornará um sucesso mundial graças à voz de Astrud Gilberto e ao saxofone de Stan Getz. A bossa nova passa a incorporar então o patrimônio musical universal, como reação em relação ao samba tradicional, mas, também, no contrapé das danças que estavam em voga naquela época (cha-cha-cha, twist). Ela ainda acabará influenciando profundamente o jazz.

Meio século mais tarde, ela continua sendo um gênero bastante peculiar, mas ela não deixa de ser também uma música tipicamente carioca que canta o esplendor da cidade, a beleza da mulher amada, e toda uma arte de viver. Portanto, é muito normal que a mais bela homenagem lhe tenha sido prestada no Rio, no sábado, 1º de março. Na praia de Ipanema, mais de 30 mil pessoas ouviram durante duas horas cerca de quinze artistas, entre os quais alguns antigos companheiros de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, como Oscar Castro Neves e Roberto Menescal.

Fonte: Le Monde

março 14, 2008 Posted by | Música | , , | 6 Comentários

Maria Bethânia e Omara Portuondo lançam CD e DVD

omara2.jpgFlávia Guerra 

“Eu quero ser menina até o fim da vida. A vida é tremenda. Nada melhor que ser criança sempre”, disse a ‘menina’ Omara Portuondo, na terça-feira, 26, em uma ensolarada tarde carioca, quando cumpria extensa agenda de entrevista ao lado da mais nova amiga, Maria Bethânia. Pode-se dizer que as duas sempre se namoraram de longe e que se conhecerem por conta de uma “boa armação dos amigos em comum”, em 2006. Hoje, fazem brincadeira de gente grande em sua primeira parceria: Omara Portuondo e Maria Bethânia, que sai em edição dupla pela Biscoito Fino, com CD e DVD, e dá origem à turnê que começa dia 7, no Rio, e segue por dez capitais do Brasil e outros países.”É uma experiência muito especial na minha carreira. Cresci ouvindo música brasileira. Na minha casa sempre tocou Ary Barroso, Carmen Miranda. Já gravei uma canção de Carlinhos Brown (Casa Calor). Mas sempre tive vontade de cantar com Bethânia. Estou muito feliz, apesar de ainda ficar um pouco tímida de cantar em português”, contou a diva Omara, sempre altiva, de sobrancelhas desenhadas, lenço indefectível na cabeça, lábios coloridos e mãos tão expressivas quanto sua voz. Mais que trabalho impecável, em que as raízes comuns entre a música cubana e a brasileira ganham cores novas, o resultado da parceria soa como se fosse brincadeira de roda.

Como Drummond, as duas meninas cantam canções que ‘façam acordar os homens e adormecer as crianças’, sejam elas crianças grandes ou pequenas. “Você tem razão quando faz essa comparação. E tudo começou de forma muito natural. Estávamos iniciando a gravação e Omara cantou uma canção de ninar muito antiga. E ela a canta ainda hoje para seu filho Ariel, que é um rapaz enorme! Na mesma hora, pensei: ‘Também vou ninar este menino grande. E a canção (Menino Grande, de Antonio Maria), entrou para o disco”, conta Bethânia que, ao contrário de Omara, exibe sempre seus cabelos longos soltíssimos e orgulhosos de começarem a ganhar a coloração branca, o rosto límpido e expressivo, mas as mesmas mãos (e voz) tão expressivas e altivas. “Os ensaios estão indo muito bem. Mas estamos com pouco tempo. Ela (Omara) tem tanta facilidade. Eu não gosto de cantar em outra língua, mas em espanhol, em reverência a ela, abri uma exceção. É mais caseiro”, conta Bethânia. “Fico com vergonha. Mas a canção que escolhi, Para Cantarle a Mi Amor, tem um tempo especial, com palavras suaves. Nunca pretendi, e acho careta, falar outra língua com perfeição. Eu sou brasileira cantando em espanhol. Ela é uma cubana cantando em português. Sotaque é lindo”, acrescenta. Omara discorda: “Ela é perfeita! Mais que eu. Canto com o coração e faço de conta que entendo.”

Por isso, chavões à parte, seja em português ou espanhol, samba ou bolero, a música é caminho mais curto e mais instintivo de se, ao menos tentar, explicar a identidade de um povo? “Definitivamente! Cuba e Brasil têm a mesma raiz histórica. Fomos países colonizados. Aqui, os portugueses trouxeram os negros. Em Cuba, foram os espanhóis. Mas eram negros da mesma região. Até mesmo o iorubá nós falamos. Nossa santería é o candomblé de vocês. Temos nossas diferenças, mas a música flui para os cubanos como flui para os brasileiros”, sentencia ‘la novia del filin’ (A noiva do feeling (sentimento), como ela ficou famosa nos anos 50, ao se apresentar no rádio cantando uma espécie de versão cubana da bossa nova, que era chamado de feeling). Eternamente comprometida com o sentimento do mundo, Omara deixa os olhos se encherem d’água e se arrepia quando ouve Bethânia: “No Brasil, toda arte é representativa de nosso caráter. Mas a música é maior. É como perfume. Vai… A linguagem mais abstrata que há. Não é preciso entender a língua para se entender. Viaja pelos sentidos.”

E são esses sentidos que as duas meninas grandes despertam no CD e no DVD que o acompanha. A chita, o tecido básico, ancestral e, ao mesmo tempo, colorido e rico, recheia o encarte, que conta ainda com imagens de Cuba (retiradas do livro Sí por Cuba, de Tatiana Altberg). O DVD traz um making of dirigido por Bruno Natal, que coloca o espectador dentro do estúdio de gravação, quase como se discutisse com as cantoras e seus músicos se Só Vendo Que Beleza (Marambaia) deve entrar com mais ou menos imponência. Menos é mais nessa brincadeira de gente grande. Os silêncios falam pelas melodias suaves, porém fortes.

Fidel

Depois da maratona de entrevistas, dona Omara, compreensivamente, não suportava mais falar de Fidel Castro, mas ouviu pacientemente e se posicionou sobre a sucessão do líder cubano. “Soube da renúncia dele aqui no Brasil. É compreensível. Está muito cansado. Dedicou sua vida a Cuba. Sua família sempre foi o povo cubano. Espero que quando eu voltar (só daqui a meses, quando encerrar a turnê) encontre a mesma Cuba. Mudanças virão, mas quero meu país de sempre.” E cantar juntas em Cuba? “Ainda não há nada certo. Seria a coroação!” Amém! Que as duas levem o perfume de suas canções para ninar, e também acordar, crianças e homens cubanos.

A repórter viajou a convite da gravadora

Fonte: (http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art131595,0.htm)

março 3, 2008 Posted by | Música | , | Deixe um comentário