Universo Cultural

Filmes, livros, produções e eventos: divulgando e comentando cultura!!

Palma de Ouro vai para ‘prata da casa’ em Cannes

THIAGO STIVALETTI

Colaboração para o UOL, de Cannes

Após 21 anos sem receber a sua maior honraria cinematográfica, a França venceu em casa e foi a grande premiada do 61º Festival de Cannes. “Entre les Murs” (Entre as Paredes), de Laurent Cantet, apontado como favorito por UOL Cinema, recebeu a Palma de Ouro neste domingo, na cerimônia de encerramento do festival. O último francês que tinha conseguido a façanha foi “Sob o Sol de Satã”, de Maurice Pialat, em 1987.

AFP/ Anne-Christine Poujoulat

Laurent Cantet à frente do elenco de “Entre les Murs”, vencedor da Palma de Ouro

Ao entregar o prêmio para o diretor francês, Rober De Niro declarou: “Em 1976, estive aqui com um pequeno filme que acabou levando a Palma de Ouro, ‘Taxi Driver’, que concorreu com outras grandes obras como ‘O Inquilino’, de Roman Polanski, e ‘A Marquesa de O’, de Eric Rohmer. Acredito que o júri de Sean Penn tenha tido a mesma dificuldade para escolher os premiados entre filmes tão bons”.

O júri seguiu as indicações de Sean Penn, o presidente, na coletiva de imprensa inicial de que os prêmios contemplariam filmes políticos. “Entre as Paredes” retrata o dia-a-dia de um professor de cólegio que lida com alunos das mais diversas origens e etnias, em meio a problemas como a ameaça de expulsão da França vivida pelos imigrantes.

Antes da premiação, Penn anunciou que a Palma de Ouro, o mais importante prêmio do festival, e o vencedor do prêmio de melhor ator (Benicio Del Toro, por “Che”, de Steve Soderbergh) foram as únicas unanimidades entre os prêmios concedidos pelo júri.

Del Toro dedicou seus agradecimentos pela conquista a Soderbergh: “por ter me ajudado todos os dias a encontrar energia para o personagem”, declarou.

A Itália também foi agraciada pelo festival. Os dois filmes que concorriam pelo país saíram premiados. “Gomororra”, de Matteo Garrone, recebeu o Grande Prêmio do Júri (segundo mais relevante) e o político “Il Divo”, filme sobre ex-primeiro-ministro Giulio Andreotti de Paolo Sorrentino, ficou com o Prêmio do Júri (distinto do anterior).

Elogiado ao longo do festival, “Os Três Macacos” proporcionou ao cineasta turco Nuri Bilge Ceylan o prêmio de direção. “O Silêncio de Lorna”, dos irmãos belgas Dardenne, levou o prêmio de roteiro.

Foram entregues ainda dois prêmios honorários pela conjunto da obra: à atriz francesa Catherine Deneuve – do elenco do concorrente “Um Conto de Noel”, de Arnaud Desplechin – e ao diretor americano Clint Eastwood, que concorreu à Palma de Ouro com “The Exchange” (A Troca). A ausência mais sentida entre os premiados foi a animação israelense “Valsa com Bashir”, bastante aplaudido em suas sessões.

Brasil Premiado

É bem verdade que “Linha de Passe”, que aparecia com boas cotações entre os críticos, era cogitado para sair de Cannes com alguma premiação, como de roteiro. Mas o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni foi uma completa surpresa para os diretores brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, que receberam o prêmio em nome da intérprete, que não acompanhou o elenco do filme por causa de problemas pessoais.

Em francês, Walter Salles agradeceu: “Estou orgulhoso de fazer parte de uma profissão na qual possa colocar toda minha nação em uma tela”.

Daniela Thomas fez uma reverência diretamente à atriz em sua declaração em português: “Querida, você não pôde vir com a gente a Cannes, mas seu espírito sempre esteve conosco”. E completou, em inglês, para toda a platéia, que o prêmio vem em boa hora para a vida da atriz que sofreu recentemente o duro golpe da perda do bebê que esperava, e por isso não participou do evento.

Depois de “A Festa da Menina Morta” não vencer nenhum prêmio na disputa da seleção da mostra “Um Certo Olhar”, Matheus Nachtergaele perdeu sua última chance de sair premiado em Cannes. O “Câmera de Ouro”, estímulo dado novos cineastas, foi para “Hunger” (Reino Unido), de Steve McQueen, que concorria com outros 21 filmes de estréia na direção em todas as mostras do festival.

(Fonte:http://cinema.uol.com.br/cannes/ultnot/2008/05/25/ult5900u41.jhtm)

maio 25, 2008 Posted by | Sem-categoria | , | Deixe um comentário

Lázaro Oliveira assina paralela

Emprestando seu nome a um dos novos prêmios da 20ª edição da Mostra Almeida Jr. (Prêmio Lázaro de Oliveira), o escultor Lázaro de Oliveira, 76, é o responsável pelas obras da mostra paralela, que será aberta na terça-feira, 13, às 10h, na sala Da Vinci, no Centro Cultural Martha Watts. Intitulada “Exposição Lázaro de Oliveira”, a mostra conta com 15 esculturas e pode ser vista no espaço até o dia 30 de maio. A entrada é gratuita.
O artista, que iniciou suas atividades aos 63 anos de idade, irá expor as criações da época em que começou a esculpir, em 1996. Um dos destaques é sua primeira escultura, “Índia”. Confeccionada a partir de um tronco de árvore de ipê encontrado na casa de seu filho, o também artista Lázaro de Oliveira Júnior, o Lajur, a obra de 74 centímetos, apresenta a figura de uma índia ajoelhada, segurando uma tartaruga nas mãos.
As obras de Oliveira são resultado do trabalho detalhado na madeira, especificamente o ipê-roxo, e na pedra-sabão. Ele trabalha com ferramentas de fabricação própria, nas quais procura aliar o efeito conseguido com o ideal a ser atingido.

(Fonte:http://www.jornaldepiracicaba.com.br/)

maio 12, 2008 Posted by | Sem-categoria | Deixe um comentário

TV Brasil exibe série assinada por filha de Glauber Rocha

A TV Brasil, emissora pública criada por iniciativa do governo federal, começará a exibir a série inédita “Sertão Glauber”, assinada por Paloma Rocha, filha do cineasta que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, no próximo dia 13.

Dividida em oito capítulos, com 30 minutos casa, a série será transmitida de terça a sexta-feira, sempre às 0h10. A própria filha do cineasta cedeu o material à TV Brasil, segundo apurou a Folha Online.

Os documentários mostram a história do filme “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”.

A produção teve seus negativos destruídos em um incêndio há mais de 30 anos e foi restaurada. O filme restaurado estreou  no Brasil no último Cine Ceará.

Os documentários mostram o método de criação de Glauber, a reconstrução do cenário político e cultural no qual o filme foi concebido e revela entrevista inédita de Glauber feita pelo cineasta Martin Scorcese, dividida em três blocos de 10 minutos.

Paloma Rocha assina produção e direção e Joel Pizzini também é responsável pela direção da série.

Glauber Rocha é considerado um dos mestres do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro. Ele é conhecido pela idéia de “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” para produção de filmes.

“O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” foi realizado em 1969 pelo cineasta baiano. No elenco estão Maurício do Valle, Odete Laura, Othon Bastos, Hugo Carvana, entre outros.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u398055.shtml)

maio 3, 2008 Posted by | Sem-categoria | Deixe um comentário

Publicado à pedidos

A pedidos, publico:
*********************
AMIGOS:

em tempos de ” apropriação” e malversação da obra alheia, circula na internet e no youtube uma versão pobre e estropiada do poema meu A IMPLOSÃO DA MENTIRA, publicado originalmente durante a última ditadura militar. Peço aos amigos que contra ataquem em seus blogs, sites e toda forma eletrônica de comunicação divulgando essa verdade textual.

Em tempo: cuidado com os que dizem que a verdade não existe e que é arte qualquer coisa que qualquer um chama de arte. É mais uma mentira a ser ex/implodida.

Grato pela divulgação, ars

A Implosão da Mentira

Affonso Romano de Sant’ Anna

Fragmento 1

Mentiram-me.Mentiram-me ontem

e hoje mentem novamente.Mentem

de corpo e alma, completamente.

E mentem de maneira tão pungente

que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impune/mente.

Não mentem tristes.Alegremente

mentem. Mentem tão nacional/mente

que acham que mentindo história afora

vão enganar a morte eterna/mente.

Mentem.Mentem e calam. Mas suas frases

falam. E desfilam de tal modo nuas

que mesmo um cego pode ver

a verdade em trapos pelas ruas.

Sei que a verdade é difícil

e para alguns é cara e escura.

Mas não se chega à verdade

pela mentira, nem à democracia

pela ditadura.

Fragmento 2

Evidente/mente a crer

nos que me mentem

uma flor nasceu em Hiroshima

e em Auschwitz havia um circo

permanente.

Mentem. Mentem caricatural-

mente.

Mentem como a careca

mente ao pente,

mentem como a dentadura

mente ao dente,

mentem como a carroça

à besta em frente,

mentem como a doença

ao doente,

mentem clara/mente

como o espelho transparente.

Mentem deslavadamente,

como nenhuma lavadeira mente

ao ver a nódoa sobre o linho.Mentem

com a cara limpa e nas mãos

o sangue quente. Mentem

ardente/mente como um doente

em seus instantes de febre. Mentem

fabulosa/mente como o caçador que quer passar

gato por lebre. E nessa trilha de mentiras

a caça é que caça o caçador

com a armadilha.

E assim cada qual

mente industrial? mente,

mente partidária? mente,

mente incivil? mente,

mente tropical?mente,

mente incontinente?mente,

mente hereditária?mente,

mente, mente, mente.

E de tanto mentir tão brava/mente

constróem um país

de mentira

-diária/mente.

Fragmento 3

Mentem no passado. E no presente

passam a mentira a limpo. E no futuro

mentem novamente.

Mentem fazendo o sol girar

em torno à terra medieval/mente.

Por isto, desta vez, não é Galileu

quem mente.

mas o tribunal que o julga

herege/mente.

Mentem como se Colombo partin-

do do Ocidente para o Oriente

pudesse descobrir de mentira

um continente.

Mentem desde cabral, em calmaria,

viajando pelo avesso, iludindo a corrente

em curso, transformando a história do país

num acidente de percurso.

Fragmento 4

Tanta mentira assim industriada

me faz partir para o deserto

penitente/mente, ou me exilar

com Mozart musical/mente em harpas

e oboés, como um solista vegetal

que absorve a vida indiferente.

Penso nos animais que nunca mentem.

mesmo se têm um caçador à sua frente.

Penso nos pássaros

cuja verdade do canto nos toca

matinalmente.

Penso nas flores

cuja verdade das cores escorre no mel

silvestremente.

Penso no sol que morre diariamente

jorrando luz, embora

tenha a noite pela frente.

Fragmento 5

Página branca onde escrevo. Único espaço

de verdade que me resta. Onde transcrevo

o arroubo, a esperança, e onde tarde

ou cedo deposito meu espanto e medo.

Para tanta mentira só mesmo um poema

explosivo-conotativo

onde o advérbio e o adjetivo não mentem

ao substantivo

e a rima rebenta a frase

numa explosão da verdade.

E a mentira repulsiva

se não explode pra fora

pra dentro explode

implosiva.

(Poema publicado no JB em 1984, quando do episódio do Rio Centro e em diversas antologias do autor. Está em “ Poesia Reunida” L&PM, v.2)

maio 2, 2008 Posted by | Sem-categoria | , | Deixe um comentário

X Prêmio “Escriba” Poesia tem inscrições abertas

A Secretaria de Ação Cultural da Prefeitura Municipal de Piracicaba, comunica a abertura de inscrições para o ” X Prêmio “Escriba” – Poesia” de 2008. As informações e inscrições podem ser obtidas na Biblioteca Municipal de Piracicaba, Rua do Rosário, 833 – Tel.: (19) 3433-3674 ou pelo e-mail bibliotecadepiracicaba@hotmail.com

maio 2, 2008 Posted by | Sem-categoria | , , , | 1 Comentário

Para Daniel Cohn-Bendit, Maio de 68 foi “conquista da liberdade”

Figura emblemática na França na revolta de Maio de 68, Daniel Cohn-Bendit, hoje deputado europeu, afirma que sua geração partiu, naquele momento, para a “conquista da liberdade”.

Leia entrevista concedida pelo ex-líder estudantil à agência de notícias France Presse:

France Presse: Qual o símbolo mais forte de Maio de 68 para você?

Daniel Cohn-Bendit: A imagem que permanece para mim de 68 é “Nós somos todos judeus alemães”. É um slogan, e foi o grito de milhares de pessoas nas manifestações, que gritavam “todos nós somos judeus alemães”, sejam negros, judeus, árabes, brancos. Para mim, isso simboliza esse espírito de solidariedade multirracial da época. Eu tenho um sentimento de reconhecimento. Estou muito kitsch (…) Isso me faz chorar… Estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está sozinho. É um senso de comunidade.

AFP: Qual é a herança de Maio de 68?

Cohn-Bendit: É um legado positivo. Em 1965, uma mulher casada tinha que pedir permissão ao marido para abrir uma conta bancária. Hoje, é possível fazer isso sem permissão. Hoje em dia, mesmo os católicos inveterados defendem que a base da democracia é a autonomia e a igualdade entre homens e mulheres. Hoje você tem uma aceitação da autonomia das crianças, uma aceitação da homossexualidade, apesar da igreja ainda ter seus problemas. Uma aceitação da diversidade dos indivíduos. Uma idéia de direitos humanos e democracia.

AFP- Será que podemos comparar 2008 a 1968?

Cohn-Bendit: Você tem que ter cuidado. A sociedade hoje não tem nada a ver com a de 40, 45 anos atrás. Ela é muito mais aberta, mas tem outros problemas. Em 68, não se conhecia o desemprego, a Aids, a degradação climática, ou a perversidade da globalização. Éramos uma geração que dizia: “O mundo nos pertence, somos capazes de governar nossas vidas e o planeta de forma diferente”. Hoje o mundo é assustador, é uma sociedade que está ansiosa, uma sociedade em que temos um outro tipo de sofrimento. O ano de 68 participou da conquista da liberdade, da autonomia. Hoje em dia, nós queremos conquistar segurança. Comparar as duas épocas parece enganoso.

AFP – Como é que se define o espírito de 68?

Cohn-Bendit: O espírito de 68 é um desejo de liberdade. Essa é a matriz. Foi o espírito da liberdade, o desejo de autonomia e independência.

AFP- As multidões que ouviam suas palavras, o poder abalado… Isso lhe dava uma sensação de poder?

Cohn-Bendit: Não, mas sim uma sensação de felicidade. Amo as multidões –e seria completamente idiota negar isso– mas não é para subjugá-las. É uma forma de diálogo, de desafio. Pilhas de grupos políticos queriam o poder. Já eu, era libertário. Os leninistas queriam dirigir o movimento. É a doença da direção, isso continua até hoje.

AFP- [O atual presidente francês] Nicolas Sarkozy afirmou que Maio de 68 implementou o cinismo da política…

Cohn-Bendit: Cinismo? Era tudo, menos cinismo. Talvez contraditório, talvez cretino, mas nada cínico. Ele, sim, é absolutamente cínico. Quando diz isso, ele [Sarkozy] se olha no espelho.

(Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396770.shtml)

maio 1, 2008 Posted by | Sem-categoria | Deixe um comentário

Musical “Hair” faz 40 anos e volta ao Central Park

NOVA YORK, 29 Abr 2008 (AFP) – O famoso musical “Hair”, que revolucionou o gênero nos anos 60 em Nova York, antes de rodar o mundo, comemorou nesta terça-feira (29) seu 40º aniversário com o anúncio de que voltará ao Central Park no próximo verão do hemisfério norte.

Apresentada pela primeira vez em um grande teatro da Broadway no dia 29 de abril de 1968, a obra escrita por James Rado e Jerome Ragni sobre música de Galt MacDermot tinha nascido um ano antes, nas pequenas salas do “off-Broadway”, como produção do Teatro Público.

Considerada provocadora por incluir textos que abordam abertamente temas como a homossexualidade, a masturbação e as drogas, “Hair” tinha várias cenas com nus e rapidamente se tornou uma bandeira dos “hippies” e dos adversários da guerra do Vietnã.

O musical conta a história de um grupo de jovens pacifistas que vive no East Village de Manhattan, protesta contra a guerra e pratica o amor livre. Algumas de suas músicas, como “Let the sunshine in”, “The age of Aquarius”, “I got life” ainda faziam parte em 2006 da lista das mais tocadas elaborada pela BBC.

Em 1979, “Hair” foi adaptada pelo diretor Milos Forman para o cinema. As apresentações no Central Park estão previstas para entre 22 de julho e 17 de agosto.

abril 29, 2008 Posted by | Sem-categoria | , , , | Deixe um comentário

Olho vivo e Faro fino

Móbile: construção que pode ser posta em movimento no ar. Peça de escultura formada de elementos individuais, feitos de material leve, suspensos artisticamente por fios, e que oscilam ao vento. Assim é a escultura criada por Alexander Calder que se tornou um clássico do século 20. Assim é o programa criado por Fernando Faro em 1963, exibido até 1967 na Tupi, que se tornou um clássico da liberdade de criação na TV brasileira. Quatro décadas depois, Móbile ganha novo fôlego, nova leitura e reestréia na TV Cultura em 28 de maio, às 22 horas, como parte da renovação por que passa sua programação.
(Flávia Guerra)
Móbile, como diz a introdução que o apresenta, não é um programa como aqueles a que você está habituado. Não tem começo, meio e fim. É como se fossem peças soltas que a gente vai juntando. Não fazem um sentido. Não têm uma história. Começa quando você começa a assisti-lo. E, ao sabor do acaso, vai se modificando, tomando outra forma, ganhando outro sentido, como se fosse um móbile.

Idealizado por Faro, que também criou o lendário Ensaio, Móbile causou estranhamento, mas ganhou fãs incondicionais. ”A gente adorava ver grandes textos da literatura serem recitados por grandes atores. Havia literatura, teatro, música, artes plásticas, dança… Tudo misturado. Quando a gente conta, parece simples, mas era tudo muito novo e fascinante”, rememora Elifas Andreato, que passou pelo set de gravações do novo Móbile há pouco mais de dez dias. De espectador , parceiro e amigo de Faro, Andreato (um dos grandes designers, ilustradores e artista de capas de discos brasileiros) passou a convidado do segundo programa, que vai ao ar em junho. Durante a gravação, o Estado acompanhou o modo sutil com que Faro se faz tão presente e, ao mesmo tempo, quase imperceptível em seu set. Andreato comentou uma por uma capas memoráveis que criou para a MPB. Chico Buarque, Clara Nunes, Vinícius e Toquinho, Adoniran Barbosa, Tom Zé, Paulinho da Viola, Elis Regina… Nomes e capas interativas (muito antes que o termo fosse banalizado pela informática) se sucediam e se misturavam ao relato emocionado. ”Quer me fazer chorar? Vai conseguir. Sabe que te amo. Aprendi demais com você”, emociona, e faz emocionar, um artista marcado pela ”forma Faro” de produzir TV e cultura. Faro marcou época com Ensaio, o programa de entrevistas a grandes nomes da música brasileira que até hoje é exibido pela TV Cultura, copiado por outras emissoras e referência quando se quer falar da TV que não emburrece mas enobrece o artista e o espectador.

Assim como Ensaio, Móbile marcou época. Até mesmo quem nunca assistiu sabe de cor passagens inteiras, como a leitura do monólogo de Molly Bloom no clássico Ulisses de James Joyce ou as leituras e comentários de Juca de Oliveira para grandes textos do teatro.

Quem via adorava. Quem não viu não verá mais. Simplesmente porque não existem cópias dos programas originais. ”Joguei tudo no lixo. Assim que o programa acabava, eu pegava as fitas e jogava fora”, explica Baixo, como ele chama e é chamado por todos. Por que matar assim a cria? ”Porque não queria ficar preso à repetição. Não queria nada engessado para o futuro. Guardar programas era ir contra o princípio que havia me inspirado a criar o programa.”

Fadado a virar lenda, Móbile volta agora ao ar graças ao pedido de Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta (mantenedora da TV Cultura), que pediu a Baixo para recriar o programa. ”Voltei a fazê-lo porque Markun me pediu. Estou feliz. Quando criei o programa, não pensei em um formato fixo. O primeiro foi sobre o Kafka. E tinha de ser livre e começar a ser visto de qualquer ponto. Hoje ainda quero fazer um programa descompromissado, sem a neurose da audiência.”

Tudo ao acaso, em constante mutação, mas calcado em valores densos e precisos. Não é por acaso que o primeiro novo programa começa, após breve ”dança silenciosa” de Ana Catarina Vieira, com Ouro de Tolo (a canção, que vale por tantos tratados filosóficos, de Raul Seixas) recitada por Ana Catarina e Ângelo Madureira. A propósito, Faro estréia em junho na direção de um espetáculo de dança e assina O Nome Científico da Formiga, nova obra de Ana Catarina e Madureira.

A uma primeira olhada, como a escultura, Móbile pode causar estranheza no espectador de hoje, acostumado ao ”método Pavlov” de adestramento a que é submetido por programas que são sempre o ”mais do mesmo”. Mas a graça de suas formas livres valem a segunda olhada. Móbile é, com sua maleabilidade, a prova de uma resistência. E, em um resgate do que deixou saudade, Baixo está (re)convocando seu exército para participar do programa. Por isso, Juca de Oliveira volta e conta como foi sua estréia nas artes cênicas.

Antônio Abujamra dá nova vida ao clássico monólogo de Molly Bloom. A literatura recitada na TV acaba dando um sabor inédito ao discurso repleto de nuances de Joyce. O texto, informativo, explica: ”James Joyce também fez parte do movimento dadaísta e foi o autor de Ulisses, o grande romance do século 20, que tem nas suas últimas páginas o monólogo interior Molly Bloom.”

O texto é narrado por Antônio Abujamra enquanto atriz Lavínia Pannunzio dá forma às palavras rascantes de Joyce. É no público jovem que Baixo pensa quando concebe com rara liberdade cena tão lasciva e, ao mesmo tempo, erudita. ”A linguagem da TV em si é redundante. Você sempre assiste à mesma piada, à mesma novela.Quero provocar. E falar com os jovens, principalmente os que fazem cinema, música. Escreva isso. Aliás, faça mais, traga-os aqui”, convoca este jovem que completa 81 anos em 21 de junho.

(Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080422/not_imp160570,0.php)

abril 22, 2008 Posted by | Sem-categoria | | Deixe um comentário

“Saúde de Nossos Filhos” esclarece dúvidas sobre universo infantil

da Folha Online

Se criança não nasce com manual de instruções, a Publifolha ajuda a quem pretende entender melhor o universo infantil. Trata-se de “A Saúde de Nossos Filhos”, livro que em quase 600 páginas auxilia com mais conhecimento e tranqüilidade o desenvolvimento dos filhos, netos, sobrinhos etc..

Escrito por 91 profissionais do hospital Albert Einstein (SP), um dos principais centros de saúde do país, o livro traz informações que abordam temas variados.

Divulgação
Livro reúne respostas de 91 especialistas do Albert Einstein
Livro reúne respostas de 91 especialistas do Albert Einstein

Com índice remissivo, “A Saúde de Nossos Filhos” aborda amplamente os aspectos da saúde das crianças, da gestação e dos primeiros anos de vida à adolescência, as principais doenças que acometem as crianças, o que fazer em emergências e acidentes e as vacinas, tudo sem descuidar do lado psíquico.

Nos capítulos dedicados aos primeiros anos de vida, o manual mostra o papel e a importância da vacinação e dá dicas de como ajudar o desenvolvimento da criança. Os autores explicam também qual deve ser o papel da babá na educação e como os pais podem conciliar atividade profissional e vida familiar.

Outra seção que pode ajudar bastante –é a mais longa e detalhada do livro– é a que descreve os sintomas e as doenças mais comuns, de febres e resfriados a problemas de pele, anemia e dor de crescimento. Também ajuda a tranqüilizar o capítulo com dúvidas, que responde a questões como: Meu filho cai muito, Meu filho é desatento, Meu filho não dorme, Meu filho (não) come muito, entre outras.

-Saiba como identificar os sintomas da dengue e veja como combatê-la

Há também informações sobre o parto, o pós-parto, a amamentação, o desenvolvimento a cada ano de vida, a adolescência, a dentição, a alimentação, a vida social e familiar, emergências e acidentes e o lado psíquico.

“A Saúde de Nossos Filhos”
Autor: Departamento de Pediatria do Hospital Albert Einstein
Editora: Publifolha
Páginas: 593
Quanto: R$ 94,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351929.shtml)

abril 22, 2008 Posted by | Sem-categoria | | Deixe um comentário

Corpo da atriz Carmen Silva é enterrado em Porto Alegre (RS)

da Folha Online

O corpo da atriz Carmen Silva foi enterrado às 18h30 desta segunda-feira, no cemitério Irmandade Arcanjo São Miguel e Almas, em Porto Alegre (RS), onde estava sendo velado desde as 14h. A atriz morreu na mesma data, aos 92 anos, conforme informou o Sistema de Saúde Mãe de Deus.

Divulgação/TV Globo
Atriz Carmem Silva morreu aos 92 anos nesta segunda-feira em Porto Alegre
Atriz Carmem Silva morreu aos 92 anos nesta segunda-feira em Porto Alegre

O hospital se negou a fornecer informações sobre as causas da morte da atriz. Mas na certidão de óbito de Silva, assinada pelo médico Marco Aurélio Pederiva, consta “pielonefrite” (infecção das vias urinárias superiores) como a causa de sua morte.

Silva fez sucesso por seu papel como Flora na novela “Mulheres Apaixonadas” (2003), do autor Manoel Carlos.

Ela contracenava com o ator Oswaldo Louzada, que morreu em 22 de fevereiro deste ano.

Ambos faziam um casal de idosos que sofriam maus-tratos da neta, Dóris, interpretada por Regiane Alves.

A trama, do núcleo de Ricardo Waddington, teve direção de Ary Coslov e Marcelo Travesso. A direção geral foi do próprio Waddington, com Rogério Gomes e José Luiz Villamarim.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u394293.shtml)

abril 22, 2008 Posted by | Sem-categoria | , | Deixe um comentário