Universo Cultural

Filmes, livros, produções e eventos: divulgando e comentando cultura!!

O pavoroso circo das tragédias

O que direi é necessariamente polêmico e sei que a maioria não concordará comigo. No entanto, acho que este é o momento de uma certa tomada de posição acerca das tragédias que acontecem diariamente e que acabam na mídia.
É óbvio que jornal, televisão e rádios vivem do diário, do inesperado, do surpreendente em todos os aspectos que essa palavra possa adotar. E eu fico pensando: a  morte de Isabella, de João Hélio e outros, de fato serviram para uma mudança de posição da sociedade?
Sinceramente? A resposta é NÃO! E minha percepção baseia-se no fato de que há poucos movimentos estruturados que consigam movimentar um grande número de pessoas para manifestarem-se publicamente, com uma intenção declarada contra a violência em geral e contra a infância em particular.
Para mim, não bastam aquele amontado de gente na frente do prédio dos Nardoni gritando justiça e fazendo bagunça. Para mim, aquilo não é algo organizado e que queira produzir mudanças e demonstrar indignação, é apenas BAGUNÇA.
Daí aparece na Globo uma reportagem com o cara vendendo amendoim, distribuindo santinhos com o nome da gráfica e todos ficam indignados e coisa e tal. Será que mesmo essa indignação é legítima?
Fico perguntando qual é o limite entre a informação e um “teatro” da vida real? Ninguém nega ou negaria a divulgação da notícia, o acompanhamento do caso, enfim, a reportagem. O que acho extremamente complicado é o acompanhamento de cada “suspiro” do delegado responsável, de divulgarem-se relatórios parciais da perícia e etc e tal.
Para onde vai a presunção de inocência? Para o espaço. Todos são culpados até prova em contrário e é por esse ralo que pode escoar a reputação, a vida e o futuro das pessoas. Será necessário evocar novamente o caso da Escola de Base?
No fim da história, ontem, durante a transferência do casal Nardoni, a portaria do prédio estava mais para portaria de hotel quando um artista famoso está hospedado, do que um protesto bem planejado com objetivo de transformar.
O promotor Cembranelli diz que espera que a Isabella não seja esquecida. Desculpe, Doutor mas isso não é possível. Infelizmente, João Hélio, Isabella Nardoni, Ives Ota, serão esquecidos pela maioria da população à partir da próxima tragédia que de certo assolará nosso país.
Os processos correrão lentamente nas Varas Criminais, lentamente irão para o juri, no meio de chicanas jurídicas enormes e só voltarão ao notíciário quando ambos forem ao banco dos réus e quando forem. Até lá outras Isabellas, Ives, João Hélios terão sido abatidos no altar da estupidez e insensatez dos ditos “seres humanos”.
Estou cansado de prantear mortos, especialmente jovens e crianças e é de se imaginar quantos casos acontecem diariamente sem que ao menos saibamos. E querem saber mais? Tudo fruto de uma sociedade permissiva , egoísta, sem valores e nem limites, onde nem a indignação da maioria é santa. Que mundo horroroso que tenho para viver.
Para mim e para tantos amigos que prezam a vida humana, que não suportam mais ver a tragédia travestida de circo, de fato, o caso Isabella apenas começa aqui. Para tantos, aguarda-se o próximo capítulo, o próximo cadáver, um desejo patológico de cultivar a desgraça e a morte. Escatologia de um mundo doente. Que pena!
É isso aí!

maio 9, 2008 Posted by | Polêmica | , , | Deixe um comentário

Virada Cultural vai agitar 19 cidades do interior

Depois da capital, é a vez do interior receber a Virada Cultural Paulista. A segunda edição do evento, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado, promete agitar as platéias durante 24 horas de atrações, entre os dias 17 e 18. Confirmaram participação Arnaldo Antunes, Luiz Melodia, Leci Brandão, Danilo Caymmi, Lobão, Mônica Salmaso, Nação Zumbi, Zimbo Trio, Ultraje a Rigor e CPM 22.

Foram escolhidas 19 cidades para sediar os eventos que, segundo o secretário João Sayad, devem atrair público de cidades próximas. Na versão inaugural, no ano passado, 200 mil pessoas participaram das atrações em dez municípios do interior e do litoral.

Como o número de cidades envolvidas praticamente dobrou, a expectativa é de que o público chegue a 500 mil pessoas. Sayad convidou os prefeitos para o lançamento do projeto, amanhã, em São Paulo. De acordo com a secretaria, as atrações também praticamente dobraram neste ano e incluem artistas internacionais.

Além de música, a Virada Paulista apresentará teatro, danças, intervenções urbanas, circo e cinema. Na capital paulista, a Virada Cultural deste ano aconteceu nos dias 26 e 27 de abril. A versão do interior abrangerá também municípios da Grande São Paulo.

Sediam os eventos Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Campinas, Caraguatatuba, Franca, Indaiatuba, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.

As apresentações, sempre com entrada gratuita, vão ocorrer em teatros, praças e centros culturais. Em Sorocaba, os shows principais acontecem ao ar livre, na pista de caminhada do Parque Campolim.

ALGUMAS ATRAÇÕES

Arnaldo Antunes
Luiz Melodia
Leci Brandão
Danilo Caymmi
Lobão
Mônica Salmaso
Nação Zumbi
Zimbo Trio
Ultraje a Rigor
CPM 22

(Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080506/not_imp167809,0.php)

maio 6, 2008 Posted by | Atividades Culturais | , | Deixe um comentário

Leia trecho do livro “Cartas a uma Jovem Atriz”, de Marília Pêra

Uma série de conselhos para quem está às vésperas de decidir sua carreira – ou mesmo para quem está em dúvida sobre a que escolheu – é a tônica da coleção “Cartas a um Jovem”, do selo Campus-Elsevier, que tem sua mais recente publicação direcionada a jovens atrizes e assinada por Marília Pêra.

Reprodução

Capa do livro da coleção “Cartas a um Jovem” assinado por Marília Pêra

Entre os 16 volumes lançados até o momento, há “cartas” do estilista Alexandre Herchcovitch, do psicanalista Contardo Calligaris e do chef Laurent Suaudeau.

Em “Cartas a uma Jovem Atriz”, Marília Pêra narra momentos de sua vida e as experiências que teve – desde a infância, na qual se destaca a influência de seus pais, atores, em sua formação artística, até a fase adulta, quando o leitor pode tomar contato com um pouco da história da dramaturgia brasileira.

Leia a seguir trecho do livro.


Bela e jovem atriz,

Digo que você é bela porque todas as atrizes verdadeiras são belas e sei que é jovem porque sinto, por seus e-mails, que é uma menina…

Ainda não vi uma foto sua, mas imagino que Sonia, Hedda, Catarina, Helena, Margarida e tantos outros personagens de Tchekhov, Ibsen, Shakespeare, Machado de Assis, Millôr Fernandes, Roberto Athayde, Miguel Falabella, Manoel Carlos, Aguinaldo Silva, João Emanuel Carneiro e muitos mais devem habitar seu desejo inconsciente de aliar inteligência e dignidade à beleza da forma, de maneira tal que todos os homens, nas platéias e nas telas, se apaixonem por você. E todas as mulheres. E as crianças…

Eu não me achava bonita.

No comecinho da vida, sim, quando meus pais, Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, também atores, comungavam a casa com o teatro e havia ali alguma harmonia.

Você me pergunta se, para ser atriz, é preciso ter o dom no sangue. Bem, no meu caso, fui preparada por meu pai e minha mãe para entrar em cena.

Minha primeira peça foi Medéia, de Eurípides. A companhia se chamava Os Artistas Unidos e era estrelada por uma atriz extraordinária, Henriette Morineau.

Nós todos a chamávamos de madame Morineau e sentíamos por ela uma mistura de amor e medo. Era “uma atriz trágica”, assim se dizia. Ela dirigia todos os espetáculos. As atrizes, antigamente, escolhiam o texto, produziam, dirigiam e estrelavam os espetáculos realizados por suas companhias de teatro.

As atrizes, hoje, escolhem o texto, produzem, estrelam, mas não têm vontade ou coragem de dirigir seus espetáculos em suas companhias de teatro; são mais dependentes, hoje, de um diretor, do que no tempo de madame Morineau, de Dulcina de Moraes e de Bibi Ferreira que, desde menina-atriz, era também diretora.

Só algumas se arriscam a dirigir, hoje. Sou uma delas.

Madame Morineau era trágica porque interpretava personagens sérios, mulheres angustiadas, misteriosas, doentes.

Havia uma peça que se chamava O Pecado Original, de Jean Cocteau, na qual ela interpretava uma mulher diabética que espetava a própria coxa com injeções de insulina. Era um personagem que exigia muito esforço físico e, ao final de cada espetáculo, madame Morineau permanecia uns quarenta minutos meio “desmaiada”, se recuperando no camarim, antes de se arrumar e receber o público que desejava cumprimentá-la.

Essa atriz “trágica”, aos sábados e domingos, às dez da manhã, colocava um nariz postiço, uma peruca preta desgrenhada, e se transformava na bruxa da peça infantil “O Casaco Encantado”, de Lúcia Benedetti. Meu pai era o bruxo; minha mãe, a princesinha; e eu, o pajem do Rei.

Depois do espetáculo infantil, almoçávamos e, mais tarde, às vezes, ensaiávamos – e à noite, meus pais, madame Morineau, eu e todo o elenco “recebíamos” nossos personagens trágicos de Medéia, ou nossos personagens extremamente “psicologizados” de Frenesi, de Charles de Peyret-Chappuis, ou conturbados, como os de “O Pecado Original” e do clássico de Tennessee Williams, “Uma Rua Chamada Pecado” – título que madame preferia ao mais conhecido “Um Bonde Chamado Desejo”.

Acho que pecado era uma palavra que interessava ao grande público: constava de dois títulos de espetáculos de sucesso da época.

Em “Uma Rua Chamada Pecado”, não havia papel de criança. Eu não entrava, mas assistia à encenação todos os dias das coxias, lugar mágico, minha escola de teatro.

Minha mãe, que tem 88 anos, não sabe ao certo se eu tinha quatro ou cinco anos quando estreei em teatro interpretando a filha de Medéia; portanto, pode ter sido em 1947 ou 1948.

Madame Morineau interpretava Medéia. Meu pai, falecido em 1967, era Jasão, marido de Medéia, e minha mãe interpretava “o coro” com outras duas atrizes: Margarida Rey e Antoinette Morineau, filha de madame Morineau.

Quando entrei em cena pela primeira vez, não tinha noção do que fazia, mas fazia direitinho o que me mandavam.

Tenho uma vaga lembrança de minha mãe colocando uma fita de cetim branco ao redor de minha cabeça e me vestindo uma túnica grega, também branca. Eu era um dos dois filhos de Medéia.

Creio que foi meu pai quem me deu as primeiras dicas para entrar em cena, embora a diretora fosse madame Morineau.

Eu tinha que entrar pelas mãos de um ator mineiro chamado João Ceschiatti, ao lado do meu “irmão”, o outro filho de Medéia.

Havia uma rampa no fundo do palco e os atores precisavam galgá-la para se tornarem visíveis ao público. Ceschiatti ficava ao centro, e eu e meu “irmão”, cada um de um lado. Essa rampa me parecia enorme, mas hoje, pensando sobre isso, imagino que meu ponto de vista de menina aumentava sua extensão.

Meus pais faziam parte dessa companhia de teatro que se apresentava por todo o Brasil com vários espetáculos. As peças das quais eu participava eram “Medeia”, “Frenesi” e “O Casaco Encantado”.

Acho que a cada semana se apresentava uma delas. Aos sábados e domingos, pela manhã, encenávamos “O Casaco Encantado” e havia algumas peças das quais eu não participava.

Meu pai era 24 anos mais velho do que minha mãe. Por isso, no teatro, ele era sempre marido ou amante de outras, enquanto minha mãe interpretava namorada de outros, ou criadinha sapeca, ou fazia parte do coro de belas.

Essa diferença entre meu pai e minha mãe – ele, sério, meio mal-humorado, e ela, brejeira, jovem, comunicativa – tinha alguma semelhança, em meu universo emocional, com as máscaras da tragédia e da comédia. Talvez por isso, pelo fato de precisar entender e amar duas pessoas tão diametralmente opostas, e porque passei a infância vendo os dois e outros grandes atores se dividindo entre os mais variados gêneros; desde que tive alguma consciência das coisas, acreditei que uma atriz verdadeira pudesse dar conta de todos os tipos de personagens, do trágico ao cômico, do musical à chanchada.

(Fonte: http://diversao.uol.com.br/ultnot/livros/trechos/2008/05/05/ult5747u8.jhtm)

maio 6, 2008 Posted by | Literatura | , , | Deixe um comentário

‘Me sinto tão feliz quanto nervoso’, diz Fernando Meirelles sobre Cannes

O diretor brasileiro Fernando Meirelles recebeu nesta terça-feira (29), com surpresa, a notícia de que havia sido incluído na seleção oficial do Festival de Cinema de Cannes e que seu filme mais recente, “Ensaio sobre a cegueira”, disputaria a Palma de Ouro. Mas as novidades não pararam por aí: a produção ainda foi selecionada para abrir o evento, o que dificilmente acontece com os filmes em competição.

“Me sinto tão feliz quanto nervoso com esse espaço que nos foi dado. Sei que ‘Ensaio sobre a cegueira’ não é o filme mais adequado para anteceder um coquetel e uma festa e sei também que algumas pessoas se sentirão incomodadas com a história, apesar de não haver nada que seja apelativo ou de mau gosto no filme. De qualquer maneira, já estou preparando o espírito para uma possível artilharia”, afirma o diretor.

Ele conta que houve um impasse entre o festival e o distribuidor francês do filme, antes da decisão final de selecioná-lo tanto para competição quanto para a abertura. “Há 15 dias fomos colocados numa espécie de limbo em relação a Cannes. Houve um convite para ‘Ensaio sobre a cegueira’ abrir o festival, mas o distribuidor francês não aceitou, por achar que o filme deveria estar na competição. Instalou-se assim um impasse. Finalmente, foi aberta uma exceção e exibiremos o filme em competição.”

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Meirelles aproveitou ainda para destacar a forte participação latino-americana no festival e se disse orgulhoso por fazer parte dela. “Em 2003, andei dizendo que havia uma onda de cinema latino-americano formando-se e confesso que me frustrei um pouco nos anos seguintes, por não ver confirmada minha sensação. Ao ver esses 21 filmes latino-americanos nas diversas seleções de Cannes, começo a achar que aquela onda finalmente emergiu e está mostrando sua cara. Me sinto muito orgulhoso de estar ajudando a formar um pouco desta espuma que agora se mostra.”

Além de Meirelles, Walter Salles e Matheus Nachtergaele, em sua primeira investida como diretor, já haviam sido divulgados como tendo seus filmes no festival de cinema.

Baseado no livro de José Saramago, o longa é uma co-produção entre Brasil, Japão e Canadá, e foi rodado em várias partes do mundo, inclusive em São Paulo.
A história trata de uma epidemia de cegueira, sem motivo aparente e sem cura, que se espalha por diversas cidades do mundo. E a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico, interpretada por Julianne Moore. No elenco, além dela, estão Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover e Gael Garcia Bernal, entre outros.

(Fonte: http://g1.globo.com)

maio 6, 2008 Posted by | cinema | | 1 Comentário

TV Brasil exibe série assinada por filha de Glauber Rocha

A TV Brasil, emissora pública criada por iniciativa do governo federal, começará a exibir a série inédita “Sertão Glauber”, assinada por Paloma Rocha, filha do cineasta que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, no próximo dia 13.

Dividida em oito capítulos, com 30 minutos casa, a série será transmitida de terça a sexta-feira, sempre às 0h10. A própria filha do cineasta cedeu o material à TV Brasil, segundo apurou a Folha Online.

Os documentários mostram a história do filme “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”.

A produção teve seus negativos destruídos em um incêndio há mais de 30 anos e foi restaurada. O filme restaurado estreou  no Brasil no último Cine Ceará.

Os documentários mostram o método de criação de Glauber, a reconstrução do cenário político e cultural no qual o filme foi concebido e revela entrevista inédita de Glauber feita pelo cineasta Martin Scorcese, dividida em três blocos de 10 minutos.

Paloma Rocha assina produção e direção e Joel Pizzini também é responsável pela direção da série.

Glauber Rocha é considerado um dos mestres do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro. Ele é conhecido pela idéia de “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” para produção de filmes.

“O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” foi realizado em 1969 pelo cineasta baiano. No elenco estão Maurício do Valle, Odete Laura, Othon Bastos, Hugo Carvana, entre outros.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u398055.shtml)

maio 3, 2008 Posted by | Sem-categoria | Deixe um comentário

Atores e produtores negociam sem previsão de acordo nos EUA

Sem qualquer tipo de acordo à vista, os atores de Hollywood continuarão negociando na próxima semana os termos de seu contrato com a aliança de produtores, anunciaram ambas as partes nesta sexta-feira, após três semanas de negociação.

O Sindicato dos Atores de Cinema e Televisão (SAG) e a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP) começaram a negociar no dia 15 de abril e desde então a imprensa especializada tem especulado sobre os obstáculos entre os dois lados para chegar a um acordo.

Em um comunicado conjunto emitido nesta sexta-feira, o SAG e a AMPTP anunciaram sua decisão de continuar negociando na próxima semana.

“Ainda que as duas partes tenham passado uma grande quantidade de tempo na sala de negociações, ainda não estamos perto de um acordo”, informou a AMPTP em um comunicado.

No dia 30 de junho vence o contrato que une a SAG e a AMPTP e que define as condições salariais dos atores que trabalham no cinema e na televisão nos Estados Unidos.

Nomes de peso como George Clooney e Meryl Streep pressionaram o SAG nos últimos meses para que as negociações fossem iniciadas o mais rápido possível, evitando assim o risco de uma nova paralisação na indústria, que ainda não se recuperou totalmente da greve dos roteiristas, que durou mais de três meses.

O Sindicato dos Atores, da mesma forma que os roteiristas em greve, buscam aumentos salariais relativos às vendas de filmes e séries divulgados nas novas plataformas digitais e em sites.

maio 3, 2008 Posted by | cinema | Deixe um comentário

Hebraica oferece mostra gratuita de cultura judaica aos domingos

No mês em que se comemora os 60 anos da proclamação do Estado de Israel, o projeto Hebraica Meio-Dia traz atrações gratuitas que permitem conhecer um pouco da variedade da cultura judaica.

No próximo domingo (4), a iniciativa traz a Ópera Don Pasquale. Dirigida por Mário Wrona, é uma das principais óperas cômicas do século 19 e constitui uma obra prima de Donizetti, autor renomado por seus dramas e comédias desenfreadas.

No dia 11, é a vez do show do grupo brasileiro Azdi, que recria e toca músicas de origem judaica do Leste Europeu e da Espanha.

O nome do grupo tem origem em “az der”, que significa “quando” e representa o tempo presente. Trata-se de uma expressão iídiche –língua falada pelos judeus do Leste Europeu e da Alemanha, que mescla o hebraico, o alemão, línguas eslavas e latinas.

A figura do humorista e literato Scholem Aleichem é o tema do evento do dia 18. “O Mundo de Scholem Aleichem” é um show musical que começa com uma apresentação de slides retratando sua vida. Em seguida, o teclado reproduz em arranjos orquestrados as canções populares da Europa Ocidental do século 19, que retratam a vida do povo judeu.

O espetáculo tem direção geral de Samuel Belk, direção musical do Maestro Carlo Slivskin, direção artística de Sylvia Lohn e participação dos solistas do Coral Cênico Infanto-Juvenil do Departamento da Juventude da Hebraica. As canções são interpretadas por Sonia Goussinsky.

A programação do mês encerra com o Duo Florian Cristea e Dana Radu que apresenta obras para violino, no dia 25.

Florian é reconhecido como um dos mais virtuosos violinistas romenos de música popular das últimas três décadas.

É considerado um músico completo e expressa seu talento em uma extensa variedade de estilos musicais. Dana é pianista romena, radicada no Brasil, onde fez diversas apresentações como solista e camerista. Atualmente, participa da Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Hebraica Meio-Dia
Quando: domingo (4), às 12h; 11, 18 e 25, às 12h
Onde: Hebraica (r. Hungria, 1.000, São Paulo, tel. 0/xx/11/3818-8888)
Quanto: grátis

maio 3, 2008 Posted by | Mostras | | Deixe um comentário

Nas velhas celas do Dops, Memorial da Resistência

As celas do antigo Departamento da Ordem Política e Social (Dops), um dos mais temidos locais de repressão da ditadura militar em São Paulo, foram rebatizadas ontem. De Memorial da Liberdade, o prédio, reformado e aberto para visitação em 2002, passa a se chamar Memorial da Resistência. A mudança era reivindicada por ex-presos e perseguidos políticos. O Dops, onde hoje funciona também a Pinacoteca do Estado, esteve por anos sob a responsabilidade do delegado Sérgio Paranhos Fleury, tido como um dos maiores caçadores de inimigos do regime militar e responsável direto por torturas e assassinatos.

“Chegava a ser uma ironia ser chamado de Memorial da Liberdade. O novo nome é mais adequado e presta homenagem aos que lutaram aqui”, afirmou o secretário de Estado da Cultura, João Sayad, na cerimônia de relançamento do espaço, que também abriga, desde ontem, exposição fotográfica sobre o período da ditadura. O projeto do memorial foi coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannucchi, afirmou que a iniciativa paulista deve servir de exemplo em outros Estados. “Espero que o governo federal se sensibilize com a aliança feita em São Paulo e transforme outros espaços em memoriais como esse. É uma forma de o País conhecer seu passado recente”, disse Vannucchi, também um ex-preso político.

Segundo ele, São Paulo é um dos Estados que mais têm evoluído na abertura dos arquivos do período de ditadura militar. Nos últimos anos, afirmou Vannucchi, o governo federal também avançou na disponibilização desses documentos a parentes de ex-presos do regime militar, jornalistas e pesquisadores. Ele informou que, nas próximas semanas, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) vai anunciar a interligação digital de todos os arquivos (estaduais e nacionais) existentes sobre o período.

No evento, o vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse que vai sugerir ao governador José Serra que o prédio do antigo DOI-Codi, no Paraíso, também seja transformado em memorial. Segundo Goldman, a delegacia da Rua Tutóia tem histórico “muito pior” do que o Dops.

Além de autoridades, centenas de ex-presos políticos, amigos e parentes deles e de desaparecidos e mortos durante o regime militar lotaram ontem os salões da Estação Pinacoteca. O professor de Medicina da USP Silvino Alves de Carvalho, de 66 anos, é um deles. Em 1974, Carvalho passou 40 dias preso no Dops. Ontem, levou seu filho de 14 anos pela primeira vez ao local. “Estar aqui de novo me traz alegria e tristeza”, comentou. “Alegria por estar vivo e com minha família. E tristeza por lembrar as barbaridades que ocorreram nesse lugar.”

O jornalista Alípio Freire, de 62 anos, também esteve preso por três meses nas celas do Dops, em 1969. Ele conta que já conseguiu “metabolizar” as lembranças do período. “Tenho amigos que nem entram aqui. Eu vejo como mais uma parte da minha história e da memória do País, para o bem ou para o mal. E é importante preservá-la.”

(Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080502/not_imp166247,0.php)

maio 3, 2008 Posted by | Exposições | , , | Deixe um comentário

Publicado à pedidos

A pedidos, publico:
*********************
AMIGOS:

em tempos de ” apropriação” e malversação da obra alheia, circula na internet e no youtube uma versão pobre e estropiada do poema meu A IMPLOSÃO DA MENTIRA, publicado originalmente durante a última ditadura militar. Peço aos amigos que contra ataquem em seus blogs, sites e toda forma eletrônica de comunicação divulgando essa verdade textual.

Em tempo: cuidado com os que dizem que a verdade não existe e que é arte qualquer coisa que qualquer um chama de arte. É mais uma mentira a ser ex/implodida.

Grato pela divulgação, ars

A Implosão da Mentira

Affonso Romano de Sant’ Anna

Fragmento 1

Mentiram-me.Mentiram-me ontem

e hoje mentem novamente.Mentem

de corpo e alma, completamente.

E mentem de maneira tão pungente

que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impune/mente.

Não mentem tristes.Alegremente

mentem. Mentem tão nacional/mente

que acham que mentindo história afora

vão enganar a morte eterna/mente.

Mentem.Mentem e calam. Mas suas frases

falam. E desfilam de tal modo nuas

que mesmo um cego pode ver

a verdade em trapos pelas ruas.

Sei que a verdade é difícil

e para alguns é cara e escura.

Mas não se chega à verdade

pela mentira, nem à democracia

pela ditadura.

Fragmento 2

Evidente/mente a crer

nos que me mentem

uma flor nasceu em Hiroshima

e em Auschwitz havia um circo

permanente.

Mentem. Mentem caricatural-

mente.

Mentem como a careca

mente ao pente,

mentem como a dentadura

mente ao dente,

mentem como a carroça

à besta em frente,

mentem como a doença

ao doente,

mentem clara/mente

como o espelho transparente.

Mentem deslavadamente,

como nenhuma lavadeira mente

ao ver a nódoa sobre o linho.Mentem

com a cara limpa e nas mãos

o sangue quente. Mentem

ardente/mente como um doente

em seus instantes de febre. Mentem

fabulosa/mente como o caçador que quer passar

gato por lebre. E nessa trilha de mentiras

a caça é que caça o caçador

com a armadilha.

E assim cada qual

mente industrial? mente,

mente partidária? mente,

mente incivil? mente,

mente tropical?mente,

mente incontinente?mente,

mente hereditária?mente,

mente, mente, mente.

E de tanto mentir tão brava/mente

constróem um país

de mentira

-diária/mente.

Fragmento 3

Mentem no passado. E no presente

passam a mentira a limpo. E no futuro

mentem novamente.

Mentem fazendo o sol girar

em torno à terra medieval/mente.

Por isto, desta vez, não é Galileu

quem mente.

mas o tribunal que o julga

herege/mente.

Mentem como se Colombo partin-

do do Ocidente para o Oriente

pudesse descobrir de mentira

um continente.

Mentem desde cabral, em calmaria,

viajando pelo avesso, iludindo a corrente

em curso, transformando a história do país

num acidente de percurso.

Fragmento 4

Tanta mentira assim industriada

me faz partir para o deserto

penitente/mente, ou me exilar

com Mozart musical/mente em harpas

e oboés, como um solista vegetal

que absorve a vida indiferente.

Penso nos animais que nunca mentem.

mesmo se têm um caçador à sua frente.

Penso nos pássaros

cuja verdade do canto nos toca

matinalmente.

Penso nas flores

cuja verdade das cores escorre no mel

silvestremente.

Penso no sol que morre diariamente

jorrando luz, embora

tenha a noite pela frente.

Fragmento 5

Página branca onde escrevo. Único espaço

de verdade que me resta. Onde transcrevo

o arroubo, a esperança, e onde tarde

ou cedo deposito meu espanto e medo.

Para tanta mentira só mesmo um poema

explosivo-conotativo

onde o advérbio e o adjetivo não mentem

ao substantivo

e a rima rebenta a frase

numa explosão da verdade.

E a mentira repulsiva

se não explode pra fora

pra dentro explode

implosiva.

(Poema publicado no JB em 1984, quando do episódio do Rio Centro e em diversas antologias do autor. Está em “ Poesia Reunida” L&PM, v.2)

maio 2, 2008 Posted by | Sem-categoria | , | Deixe um comentário

X Prêmio “Escriba” Poesia tem inscrições abertas

A Secretaria de Ação Cultural da Prefeitura Municipal de Piracicaba, comunica a abertura de inscrições para o ” X Prêmio “Escriba” – Poesia” de 2008. As informações e inscrições podem ser obtidas na Biblioteca Municipal de Piracicaba, Rua do Rosário, 833 – Tel.: (19) 3433-3674 ou pelo e-mail bibliotecadepiracicaba@hotmail.com

maio 2, 2008 Posted by | Sem-categoria | , , , | 1 Comentário